terça-feira, 22 de março de 2016

EPISÓDIO 1X3: FALLING IN BLUE

BLUE

EPISÓDIO 3: FALLING IN BLUE
ESCRITO POR RAUL ORIHARA




CENA 1 – INT. ORFANATO GOLDEN GARDEN – NOITE.

[FLASHBACK IN]

A sala da direção. Um ambiente amplo e cheio de réplicas de pinturas famosas nas paredes. Harrison está conversando com Bárbara.

HARRISON: Desculpe aparecer assim de repente.

BÁRBARA: Não se preocupe, querido. O que deseja?

HARRISON: O Lucas... Ele estava lá fora.

BÁRBARA: Como assim?

HARRISON: Eu estava indo pra casa e me deparei com ele andando sozinho pela rua. Sei que ele deveria estar na cama e eu o segui.

BÁRBARA: Onde ele está?

HARRISON: Voltou pra cá. Deve estar no quarto. Também fiquei preocupado e só voltei pra alertar.

BÁRBARA: O que ele foi fazer lá fora?

HARRISON: Não sei, mas vocês deveriam tomar cuidado. Se ele anda fazendo coisas estranhas, alguém deveria ficar vigiando.

BÁRBARA: Eu já não sei mais o que fazer. Ninguém consegue controlá-lo. Muito rebelde.

HARRISON: Posso ficar aqui pela área essa noite e vigiá-lo se a senhora permitir.

BÁRBARA: Eu...

HARRISON: Sei, eu sou um estranho. Desculpe.

BÁRBARA: Não! Não é isso. Uma boa ideia, mas não seria incomodar você demais? Além de ser perigoso, não é mesmo?

HARRISON: Eu que estou me oferecendo. Além do mais, eu costumo andar muito a noite e ficar por aqui não iria me atrapalhar em nada.

BÁRBARA: Ok. Eu estou muito preocupada.

HARRISON: Eu acho que eu posso dizer o mesmo. Então eu vou ficar rondando pra ver se vai estar tudo okay.


[FLASHBACK OUT]

-corta para:


CENA 2 – INT. CASA DOS PARKER/QUARTO DE HARRISON – NOITE.

Harrison em frente ao espelho. Ele coloca uma jaqueta e sai. Desce as escadas, entra na garagem e sai em uma moto. Andando pela rua do orfanato, ele percebe Lucas no terraço do prédio, olhando para baixo e querendo suicidar-se. Harrison sobe ao terraço pela escada de emergência e encontra Lucas inclinado sobre a proteção, preparado para se jogar. Ele se solta, mas Harry o impede de cair, puxando e jogando-o no chão logo em seguida.

-corta para:


CENA 3. EXT. RUAS DE FLORENCE – DIA

Lana dirigindo rapidamente. Close-up em seu rosto expressando preocupação. Uma luz rosa e vermelha cintila em seus olhos. Ela tem visões do orfanato, novamente.

LANA: Será que finalmente eu te encontrei, Blue?

A mulher acelera o carro ainda mais.

LANA: Vamos lá, amigão!

-corta para:


CENA 4. INT. ORFANATO GOLDEN GARDEN – NOITE


[MÚSICA TOCANDO: People Help the People - Birdy]


Lucas e Harrison discutindo no terraço do prédio.


LUCAS: O que você pensa que está fazendo?!

HARRISON: Não, Lucas! O que você pensa que está fazendo?!

LUCAS: Eu nem te conheço... O que você quer de mim? Por que está sempre se metendo onde não é chamado?

HARRISON: Você ia se matar... Não está bem da cabeça. Olha bem pra o que você ia fazer!

LUCAS: Eu estou olhando... E o que eu ia fazer? Ora, eu ia fazer um favor ao mundo!

HARRISON: Não. O mundo não iria gostar de receber esse tipo de favor.

LUCAS: Por que não me deixa em paz?

HARRISON: Como quer que eu te deixe em paz se nem você mesmo é capaz de fazer isso, garoto?!

LUCAS: Como não sou capaz? Eu ia fazer isso agora mesmo. Quero descansar em paz e só há uma maneira de fazê-lo!

HARRISON: Há uma forma bem melhor e ela é ir pra cama, dormir e deixar todo mundo menos preocupado.

LUCAS: Você tá me vigiando? A diretora te contratou, foi isso? Por que vocês não se metem na vida de vocês?

HARRISON: Por que você não deixa de ser tão cabeça dura? Cale essa boca e vá para o seu quarto. Vamos!

LUCAS: Me impeça!
 
 Harrison suspira e balança a cabeça, lamentando.

HARRISON: Você que pediu.

   Harry tenta pegar Lucas pelo braço e ele lhe dá um soco e uma rasteira. Quando Luke prepara-se para chutá-lo, Harrison ergue o corpo e pega a perna do rapaz, derrubando-o também. Os dois rolam pelo chão se batendo. Harrison fica por cima de Lucas, com o rosto próximo ao dele e quando vai lhe dar um soco, ele para. Close-up nos olhos de Harrison mirando os olhos de Luke.

HARRISON: Por que não esquece o que aconteceu com você hoje e se permite um amanhã diferente?

   Lucas não diz nada. Harrison o beija. Os olhos de Luke mudam de cor, voltando ao normal. Ele se acalma. Harrison percebe o garoto calmo e para. Lucas olha para Harrison seriamente e o empurra. Ele se levanta e dá dois socos na cara de Harrison, fazendo o garoto sangrar.

[MÚSICA PARA]

LUCAS: É a última vez que eu mando você ficar longe de mim.
    
 Ele se afasta aos poucos, olhando para Harrison.

LUCAS: É a última! Escute bem! Última!
    
 Lucas sai correndo do terraço deixando Harry caído no chão, sangrando.

-corta para:


CENA 5 – EXT. ORFANATO GOLDEN GARDEN – NOITE

Lana ainda ao volante. Ela percebe a energia de Lucas desaparecer e entra em desespero.

LANA: Meu Deus... A energia dele... Sumiu.

Ela acelera o carro e estaciona próximo ao orfanato.

LANA: Mas o que pode ter acontecido?!

    Ela desliga o carro e observa quando Harrison sai correndo do orfanato e sobe em sua moto.

LANA: Blue?

    Lana liga o carro novamente e o segue.

LANA: Vamos ver quem é você, rapaz.


-corta para:


[ABERTURA]



CENA 6 – INT. CASA DOS PARKER – DIA.

Planos gerais de Florence, amanhecendo. Pessoas passeando pela praia. Crianças e adolescentes indo para a escola. Trânsito movimentadíssimo.
Lúcio está tomando café da manhã. Ele lê o jornal local. Harrison aparece. O garoto está com a cara coberta por curativos.

HARRISON: Bom dia...

     Ele senta-se a mesa.

HARRISON: Pai.

LÚCIO: Bom dia... Harrison, o que foi que houve com você? Que ferimentos são esses?

    Alguns segundos em silêncio.

HARRISON: Não foi nada demais. Eu caí de moto ontem e me ralei.

LÚCIO: Um acidente de moto não é nada demais e esses ferimentos não parecem o resultado de um.

HARRISON: Não parecem, mas são o resultado de um.

LÚCIO: Tudo bem, mas preste atenção no que anda fazendo por aí... E eu não estou me referindo a moto.

HARRISON: Sim, eu sei.

    Os dois se encaram por um tempo.

HARRISON: Se não for incomodar, eu vou levar a moto pro conserto e começar a usá-la.

LÚCIO: Como quiser, mas você vai consultar a sua mãe primeiro e pedir a opinião dela. Não vou me responsabilizar por mais acidentes. (Sorri)
                       

CENA 6 – INT. CASARÃO ABANDONADO – DIA.

  Os Lazúli estão reunidos no salão da casa. Inverno discutindo sobre Lucas e a dificuldade da missão.

INVERNO: Eu já estou ficando de saco cheio desse garoto. Ele já está lá fora como sempre. Se soubesse de nossa existência, estaria rindo da nossa cara.

ELIZABETH: O que você quer que a gente faça, Inverno? Que a gente sequestre o garoto? É isso?

INVERNO: Seria até melhor fazer isso.

ADOLPH: Espera aí. Não vamos nos precipitar, por favor. Estamos com um poder se aproximando de nossas mãos. Inverno, você não deveria ter vindo conosco.

INVERNO: Seu ingrato! Se eu não estivesse aqui, Elizabeth e você estariam mortos agora.

ELIZABETH: Você é impaciente e isso nos desestabiliza.

INVERNO: Só queria que fossemos mais ágeis. Vamos ficar nessa brincadeira até ele se formar, casar, ter filhos... é isso? É o que querem pra vocês?

ELIZABETH: Nós estamos seguindo as regras impostas por nossa família. Se não está de acordo, converse você com o chefe.

ADOLPH: Se não tem nada de bom a fazer. Senta aí e procure nos ajudar.

ELIZABETH: O Lucas já saiu do orfanato. Parece estar mais calmo e isso é bom, por enquanto. Vamos aguardar um novo momento de fragilidade.

   Inverno olha para os parceiros, impacientemente.

-corta para:


CENA 7 – INT. FLORENCE HIGH – DIA.

Paris organizando seus livros no armário. Um garoto (Lucas Till) aparece, lhe assustando ao abraça-la. Ela se desprende do rapaz.

PARIS: Edward! Que susto!

EDWARD: Quê isso, gata? Tá nervosa?

PARIS: Eu não estou pra brincadeiras hoje.

EDWARD: Vai dizer que não quer brincar comigo?

PARIS: Edward, o que nós falamos sobre isso?

EDWARD: Isso o quê?

PARIS: Nós dois. Vou te lembrar... Eu terminei com você. Não quero mais falar com você e se não for pedir muito, quero te ver bem longe de mim.

EDWARD: Paris, deixa de ser assim, gata... Vem cá. Olha nos meus olhos. A gente não terminou. Você só está em um momento de pressões e não está sabendo organizar as coisas.

PARIS: O único momento de pressão que eu vou ter vai ser da minha mão na sua cara.

EDWARD: Calma aí, P.

   Paris se afasta dele e Edward entra em sua frente.

EDWARD: Por que tá me evitando?

PARIS: Eu não tenho porque te evitar. Nós não temos mais nada! Você tá pirando...

EDWARD: Você é a minha garota.

PARIS: Eu não sou garota de ninguém. Se enxerga! Sou dona do meu próprio nariz. Nenhum homem vai me ter como um objeto, seu palhaço. Pode sair da minha frente, agora?

EDWARD: Olha...

   Harrison chega no exato momento.

HARRISON: Algum problema, Paris?

   Edward olha para Harry da cabeça aos pés.

EDWARD: Nenhum problema que seja da sua conta, seu playboy. Vaza!

HARRISON: Eu...

EDWARD: Eu disse pra você vazar.

     Edward empurra Harrison com uma das mãos e com a outra segura Paris.

EDWARD: Paris... É por causa desse novato que você tá me relaxando? Você conheceu esse cara não tem nem três dias!

PARIS: Ed, eu não te relaxei. Eu terminei com você e deixei isso bem claro. Agora, vaza... você.

HARRISON: Melhor deixá-la em paz!

EDWARD: Você vai fazer o quê, meu irmão?!

    Lucas aparece ao lado de Edward e coloca a mão no ombro do garoto sem encará-lo.

LUCAS: Larga ela e sai da frente do meu armário...

EDWARD: Como é que é, Luke?

LUCAS: Eu disse...

    Lucas empurra Edward e o garoto cai. Lucas não olha para o garoto e apenas abre o seu armário.

LUCAS: Sai da frente do meu armário.

    Ele pega um livro, fecha o armário e olha para Edward que se levanta rapidamente.

LUCAS: Agora sai do meu caminho.

    Edward olha para Lucas e depois encara Harrison e Paris. Ele vai embora gritando:

EDWARD: Nós ainda não acabamos, ouviu Paris?!

    Close-up no rosto de Paris e Harry vendo Edward desaparecer. Lucas se afasta deles.

PARIS: Lucas!

    Lucas para, mas não olha para trás.

LUCAS: O que foi?

PARIS: Muito obrigada.

LUCAS: Eu não fiz isso por você. Ele estava na minha frente, apenas.

    Lucas segue o seu caminho. Close-up no livro que está em sua mão. CAM foca nos olhos de Paris mirando o livro de Luke.

-corta para:


CENA 8 – FLORENCE HIGH/CORREDORES – DIA.

Harrison conversando com Paris logo após Edward e Lucas terem ido embora

HARRISON: Pode me explicar o que foi aquilo?

PARIS: Terminei com ele no fim de semana. Flagrei ele dando beijos em uma outra garota na praia.

HARRISON: E o que você fez?

PARIS: Nada. Apenas terminei com ele antes que ele abrisse a boca e fizesse o mesmo. Esses garotos são uns trouxas.

HARRISON: E agora ele tá correndo atrás de você.

PARIS: Sabe o ditado, né? As pessoas só sabem o que tem quando perdem.

HARRISON: Acho que o Edward perdeu uma fortuna.

PARIS: Que ele não vai mais recuperar.

HARRISON: Mas vai ficar assim? Ele te perseguindo pelos cantos e perturbando a sua paz?

PARIS: Eu dou um jeito nele depois. Tô cheia de problemas.

HARRISON: Tá tudo bem?

PARIS: Só tô preocupada. Eu não me inscrevi pro vestibular do curso de direito da Florence University e ontem foi o último dia.

HARRISON: Você disse que não iria se inscrever.

PARIS: Exatamente, mas agora eu estou preocupada em como lidar com as consequências da minha escolha.

HARRISON: Digamos que você não teve outra escolha, teve?

PARIS: Nenhuma. Minha mãe iria me destruir totalmente se eu entrasse pro curso de teatro, então eis a minha saída.

HARRISON: Lidar com as consequências vai ser mais fácil do que desperdiçar o seu tempo fazendo algo que não gosta. Não se preocupe com isso. Vai dar tudo certo.

PARIS: Vou tentar manter a minha cabeça no lugar. Mas agora com essa do   Edward, eu não sei se consigo... E você viu o Lucas?

HARRISON: Sim. Isso foi assustador, mas eu fiquei com vontade de rir quando o seu ex saiu correndo.

PARIS: Quem diria que Luke faria algo assim.

HARRISON: Porque o Edward estava no caminho dele, né?

PARIS: Sério? Você acreditou mesmo naquilo? Não olhou o livro que ele pegou? Álgebra. Nós alunos do último ano não temos aulas de álgebra nas quartas.

HARRISON: Que observadora!

PARIS: Você ainda não viu nada. Eu fiquei muito feliz, agora. Que evolução... Ele tá andando com você? Peraí! Olha só pra esse rosto cheio de curativos. Não acredito que ele já te espancou no primeiro dia de voluntariado.

   Harrison sorri. O sinal toca.

HARRISON: Não vai querer saber o que aconteceu.

PARIS: Não quero mesmo, não agora... tô atrasada.

    Paris dá um beijo no rosto de Harrison.

PARIS: Tchauzinho.

HARRISON: Tchau.


-corta para:


CENA 9 – INT. CASA DOS PARKER/QUARTO DE HARRY – NOITE

Harrison conversando com Alexia pelo computador.  

HARRISON: Eu o beijei!

ALEXIA: Ai meu Deus! Vocês se beijaram! Que lindo. Sabia que não ia demorar pra você temperar o garoto e degustar.

HARRISON: Não, você não entendeu. Eu que o beijei. Foi quase que na base da força. Passou um monte de coisas pelo meu subconsciente. Eu acho que tô perturbado... Não acredito que fiz algo assim.

ALEXIA: Ai amigo, para com isso. O que tá feito, tá feito. O importante é que você obteve as respostas para as suas perguntas.

HARRISON: Na verdade, não. Só ganhei mais perguntas do que antes. Tô confuso. Esse cara me deixou confuso... Ele despertou uma curiosidade que ninguém nunca me despertou antes.

ALEXIA: Nem mesmo o...

HARRISON: Ninguém. É algo diferente. Algo místico. Não são só palavras... São a realidade.


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CENA 10 – EXT. FLORENCE HIGH – TARDE

[FLASHBACK IN]
    Os alunos de Florence High estão no campus fazendo um pequeno movimento de apoio a comunidade adolescente LGBT. Harrison observando os discursos de alguns jovens. Luke se aproxima do garoto.

LUCAS: Belo movimento, né?

    Harrison o observa, atônito.

HARRISON: Sim.

LUCAS: A propósito, desculpe pelos ferimentos que eu causei... Isso aí tá feio, hein?

    Harry sorri.

HARRISON: Pensei que você também não pedisse desculpas a qualquer coisa que aparece de repente por aí.

LUCAS: Você é aquilo que as pessoas chamam de... Como é mesmo? Ah, sim! Exceção...

HARRISON: Nossa, pois então permita que a exceção aqui te peça desculpas também pelos... Socos? Parece que não surtiram efeito. Seu está rosto está intacto.

   Lucas dá de ombros e continua observando o movimento.

HARRISON: Espero que aquele... Beijo também não tenha surtido efeito.

   Harrison desvia o olhar de Luke enquanto o rapaz olha seriamente para ele.

LUCAS: Você é estranho.

[FLASHBACK OUT]

-corta para:


CENA 11 – INT. CASA DOS PARKER/QUARTO DE HARRY – NOITE.

CONT. Harrison e Alexia conversando.

ALEXIA: Eu não acredito, viado! Como é que você diz na cara do boy que espera que o beijo não tenha surtido efeito?! Miga, sua louca! Eu não posso crer que você fez uma coisa dessas. Tu é a vergonha da classe.

HARRISON: Alexia! Queria que eu tivesse dito o quê? Que eu estava doido pra ele ter ficado na minha? Tá maluca?

ALEXIA: E não era essa a finalidade do beijo?

HARRISON: Cara, eu forcei ele a me beijar. Nem sei por que o beijei. Meus pensamentos estão todos bagunçados.

ALEXIA: Mas que tu vacilou bonito, tu vacilou, viu? Se você o beijou é porque tá muito afim dele. O garoto se aproximou de você, Harry. Obviamente ele curtiu o teu beijo.

    Alexia balança a tela do computador.

ALEXIA: Essa história de que ele é doido e alone não cola, meu filho. Quando o assunto é homem, beijo e pegação, não tem ninguém doido ou antissocial.

HARRISON: Ele se aproximou porque viu a minha cara toda vermelha e enfeitada de curativos. Foi pedir desculpas, apenas, tá?

ALEXIA: Para de se enganar.

HARRISON: Você que tem que parar de se enganar. Se ilude com tudo o que eu conto pra você. Não te falo mais nada, também.

ALEXIA: Ah, fala sim. Eu sempre serei o seu potinho de nutella. Você desabafa enquanto me saboreia.

HARRISON: Pensando seriamente em cortar chocolate da minha alimentação.

ALEXIA: Se me cortar, vai ficar desabafando só com a sua [assumindo um sotaque francês] Eau de Toillete... Paris.

    Harrison sorri.

HARRISON: Já implicou com a garota.

ALEXIA: Cala essa boca que eu impliquei nada. Você nem sabe o que é implicar. Aliás você não tá sabendo nem discernir quando um boy tá na sua ou não.

Harrison coloca seu dedo mediano em frente a web cam.

ALEXIA: Vai, me fala dela.

HARRISON: A Paris é um ser humano gentil. Me apresentou tudo o que eu tenho que saber sobre a escola e os alunos. Ela é muito querida por todos e está comigo a maior parte do tempo. Gente boa.

ALEXIA: E o que ela diz sobre o Lucas?

HARRISON: Ninguém se dá bem com ele, tá? Hoje rolou algo bastante engraçado. A Paris tem um ex-namorado lá da escola que ainda não aceitou o fim do relacionamento.

ALEXIA: Homem mania de apego é um porre.

HARRISON: Sim. Ele veio perturbar ela e eu entrei no meio do fogo, mas o cara me empurrou. Acredita que o Lucas apareceu e mandou ele sair da frente?

ALEXIA: Por quê?

HARRISON: Lucas disse que o garoto tava na frente do armário dele. Ele queria pegar um livro e colocou o cara pra correr, mas tudo não passou de uma mentira. Ele fez isso pra defender a Paris.

ALEXIA: Defender? Não é ele que coloca todo mundo pra chorar na sua escola?

HARRISON: Eu também quero entender. Ele não parecia ser o mesmo de ontem. O cara assustador que me arrebentou defendeu uma garota.

ALEXIA: Assustador e sensual. Quero saber se ele é assim na hora dos amassos.

HARRISON: A qual tipo de amasso você se refere?

ALEXIA: Com certeza não é o tipo que está estampado na sua cara com curativos, boy.

    Eles dão gargalhadas.

-corta para:


CENA 12 – INT. ORFANATO GOLDEN GARDEN/QUARTO DE LUCAS – NOITE.

Lucas na sala de música, tocando piano por meio minuto na cena. Ele para e se lembra de Harrison.

[FLASHBACK IN]

  Harrison por cima de Lucas, com o rosto próximo ao dele e quando vai lhe dar um soco, ele para. Close-up nos olhos de Harrison mirando os olhos de Luke.

HARRISON: Por que não esquece o que aconteceu com você hoje e se permite um amanhã diferente?

   Lucas não diz nada. Harrison o beija. Os olhos de Luke mudam de cor, voltando ao normal.

[FLASHBACK OUT]

LUCAS: O que está havendo com você, Lucas? Um desconhecido não pode mudar o seu jeito de ver o mundo. Não pode...

   Ele olha para o céu.

LUCAS: Eu tenho que ficar longe desse garoto ou tudo vai se repetir novamente. Será que ele não percebe que tá se metendo numa roubada?! E por que diabos eu tô pensando nisso agora?!

-corta para:

CENA 13 – EXT. RUA DESERTA DE FLORENCE – NOITE.

     Paris andando pela rua, ela traz consigo uma bolsa e uma sacola com roupas do teatro. Já está escurecendo. Ela sente que está sendo seguida e tenta apertar o passo. Edward lhe dá um susto ao aparecer em sua frente.

EDWARD: Oi, gata.

PARIS: O que você tá fazendo por aqui, Edward?

EDWARD: Eu disse que a nossa conversa ainda não tinha terminado, não disse?

Close-up em Paris amedrontada.


CENA 14 – INT. CASA DOS PARKER/QUARTO DE LUCAS – NOITE.

Harrison entra em seu quarto. Tranca porta e desliga a luz. A luminária de sua mesa continua ligada. Ele a apaga e vai pra cama. Alguns segundos depois, a luminária é ligada. Harrison se levanta e percebe que tem alguém sentado em sua cadeira pressionando o botão da luminária. A cadeira gira e Lana está sentada nela. Seu olhar analisando Harry da cabeça aos pés. Ele se assusta e tenta correr até a porta, mas Lana se movimenta tão rápido que na metade do caminho, ele está caído ao chão com o salto dela machucando suas costas.

LANA: Quietinho aí, rapaz.

HARRISON: Quem é você?

    Lana levanta Harrison e o levanta pelo pescoço. Os olhos dela mudam de cor ao ativar sua energia. Ela fixa o olhar nos olhos de Harry.

LANA: Você não é o Blue... Ah... O Blue é gay?

HARRISON: Blue? Mas quem é...

LANA: Fala! Quem foi o garoto que você beijou?!

HARRISON: C-como assim?

LANA: Não se faça de tolo, garoto! Me diz quem você beijou.

HARRISON: Um garoto... Ele não está aqui.

LANA: Ele é seu namorado? Cadê ele?

HARRISON: Ele não é nada pra mim. Pode me colocar no chão, agora, por favor?

    Lana solta o garoto.

HARRISON: O que você quer comigo? Não... O que você quer com o Luke?

LANA: É assim que chamam o Blue? Ah, claro. Óbvio que ele tem outro nome. Que burra você, Lana Del Chiaro.

HARRISON: Lana Del... Você é aquela cantora?

LANA: Del Chiaro! Não Del Rey. Agora, vem comigo que nós vamos ter uma conversinha.

HARRISON: Quem vai ter uma conversinha?

LANA: Você e eu, seu lerdo. Pegue sua jaqueta, vamos dar uma longa volta.

    Harrison fica parado olhando Lana. Ela aponta um canivete em chamas para o garoto.

LANA: Tá esperando o quê?! Agora!

-corta para:


CENA 15 – EXT. RUA DESERTA DE FLORENCE – NOITE.

Paris tentando se livrar dos braços de Edward.

PARIS: Me solta, Edward! Você tá bêbado!

EDWARD: A minha gatinha tá brava, né? Cadê seu novato agora, hein?

   Edward dá beijos no pescoço da garota e a coloca contra uma parede, passando as mãos em seus seios.

PARIS: Você enlouqueceu, Ed! Socorro!

   Ele coloca a mão na boca de Paris.

EDWARD: Shh... Silêncio, gata. Assim você corta o clima.

PARIS: Me solta!

    Paris dá uma joelhada em Edward e corre. Ele se recupera rapidamente e também corre. Ela grita e ele a alcança.

EDWARD: Pra onde você pensa que vai?

PARIS: Me deixa em paz, Edward!

    Uma forte luz ilumina a rua. Uma moto circula ao redor de Edward e Paris. Ela aproveita e corre até a calçada. O garoto fica tonto e o motoqueiro desce. Ele remove o capacete. Julian (Jamie Campbell Bower) encara Edward com raiva.

EDWARD: O que você quer aqui, seu mané?

    Julian não diz uma palavra. Se aproxima do garoto e lhe dá um soco. Edward cai. Julian o chuta várias e várias vezes, depois o levanta pelo pescoço e lhe dá várias socos no abdome. Ele o lança contra um muro e depois o pisa.

JULIAN: Isso é pra você aprender a não abusar de uma mulher novamente. Me entendeu?  

    Ele aponta uma faca para o rosto de Edward.

PARIS: Não! Por favor... Deixa ele.

    Julian encara Paris, volta seu olhar para o garoto ensanguentado no chão e depois para ela novamente.

JULIAN: Como pode defendê-lo depois do que ele fez a você?

PARIS: Não estou defendendo-o. Se continuar a bater nele, vai matá-lo.

JULIAN: É o mínimo que eu poderia fazer. Mulheres não são propriedades de homens.  

PARIS: Pare... Apenas pare, por favor.

JULIAN: Tudo bem. Eu vou parar. Fique tranquila.

PARIS: Nem deveria ter feito isso tudo.

JULIAN: Eu estava te defendendo. Ele poderia tê-la matado.

PARIS: Mas não matou. Deixa ele aí... Ehh... Muito obrigada. De verdade, muito obrigada.

JULIAN: Quer que eu te leve até sua casa?

PARIS: Acho que não precisa. Essas coisas são raras de acontecer aqui na cidade. Ele é meu ex-namorado e...

JULIAN: Entendo, mas eu vou te escoltar mesmo assim.

    Paris fica perplexa ao ouvir aquilo.

PARIS: Okay.

JULIAN: Eu me chamo Julian.

    Efeito e Letreiro com nome do personagem: JULIANEla recolhe suas coisas do chão e Julian a observa. Close-up nos olhos do rapaz.


CENA 16 – EXT. FLORENCE BEACH – NOITE.

Lana e Harrison andam pela praia. Eles estão conversando sobre Lucas. Harry está sentindo muito frio, mas Lana não demonstra sensação alguma.

HARRISON: Espera aí, deixa eu compreender melhor isso tudo. Você está atrás do Lucas porque ele tem uma energia misteriosa dentro dele...

LANA: Você é lerdo mesmo, viu?

HARRISON: Desculpe. É muita coisa pra eu raciocinar, não acha?

LANA: Eu vou te explicar tudo desde o começo. Aconteceu há décadas...

     A cena apaga com um flash enquanto Lana narra o que aconteceu. VOICE OVER em itálico.

LANA: Em algum lugar na Europa, havia uma família de magnatas. A família Lazúli. Detentores de grande poder político e financeiro. Era uma verdadeira máfia integrada por homens e mulheres. Ela dominava o lugar e tinha todos comendo na palma de sua mão.

    Homens e mulheres vestindo ternos e belos vestidos pretos. Uma festa. Eles bebem vinho e se divertem nos jardins de um enorme castelo antigo. Homens dão gargalhadas de algum fato relacionado aos seus crimes. Mulheres elogiam umas às outras e saboreiam deliciosos doces exóticos.

LANA: Os Lazúli tinham como braço direito uma família, os Del Chiaro. Era a mais rica e influente da região depois deles.

  Um grupo de homens e mulheres vestindo ternos brancos e vestidos floridos representando a fama dos Del Chiaro em possuir enormes campos dos mais variados tipos de flores e árvores frutíferas. Eles se divertem junto aos Lazúli, bebendo e conversando.

LANA: Os Del Chiaro encobriam algumas maldades dos Lazúli. Poder estava em jogo. O que poucos sabiam era que a família Lazúli para se manter no poder era capaz de coisas sombrias.

HARRISON: Que coisas sombrias?

LANA: Eles cultuavam uma poderosa entidade chamada Ingsad. Pediram-lhe força e habilidade com as armas. Ela lhes proporcionou uma energia triunfante sobre qualquer outra na terra.

   Os membros da família andando na escuridão da noite com os braços cobertos por uma aura azul.

LANA: Tudo o que eles precisavam fazer era se alimentar de tristeza humana para manter aquela força espiritual viva dentro de cada um. Assim foi feito. Os Lazúli saíam pelas cidades causando o terror e a tristeza no olhar de outras famílias. Eles consumiam o sentimento mais doloroso para fortalecer suas energias tanto físicas como mentais e espirituais.

   Homens e mulheres da Lazúli matando pessoas com os seus braços em chamas. As vítimas apavoradas choram e correm enquanto eles destroem tudo ao redor. Em um jardim, um garoto e uma garota se beijam.

LANA: Tudo estava sobre controle até que Lion, filho mais novo da primeira ramificação Lazúli apaixonou-se pela doce e frágil Selene, filha mais nova dos Del Chiaro. Eles se encontravam com frequência até que o garoto percebeu algo diferente na jovem.

HARRISON: O quê? O que ele viu?

LANA: Selene possuía uma tristeza diferente no olhar. Algo em que resplandecia uma energia serena e avassaladora. Ela era uma alma inocente e triste, mas não era uma tristeza qualquer... Ela sentia de coração a melancolia mundana. A dor que o próximo sentia. A dor que o mundo carregava. Fome, ganância, ódio, guerras... Morte. Selene tinha uma alma pura e uma tristeza que despertou a sede dos Lazúli.

     A garota chorando em um jardim nos braços de seu amado, Lion. Uma energia azul emanando de seu corpo e Lion a absorvendo.

LANA: Nem mesmo o Lion era capaz de resistir a tal poder. Ele se alimentava da tristeza dela. Não demorou muito a família dele já estava consumindo toda a tristeza liberada por Selene. Ela caiu em depressão porque quanto mais eles se alimentavam, mais ela se dirigia a um abismo. Lion conseguiu se livrar da sede pela energia de Selene. Tentou reanimá-la, trazer seu amor de volta, mas ela ficava cada vez pior.

    Selene caída no jardim de sua casa. Lion e os Del Chiaro correm e rodeiam o corpo. Ela está morta. Eles entram em desespero.

LANA: Selene morreu. Os Lazúli pensavam que iriam continuar com suas vidas felizes. Esqueceram apenas de um pobre coração quebrado... Lion, entristecido e revoltado, contou aos Del Chiaro o segredo de sua família e que por causa dela, Selene havia morrido.

    O patriarca da família chora diante do corpo da filha e fica enfurecido. Ele agarra Lion pelo pescoço.

LANA: O patriarca Del Chiaro enfurecido resolveu se vingar dos Lazúli, matando o herdeiro mais novo deles, mas quando tocou em Lion, o garoto lhe derrubou com o seu braço em chamas. Lion seria morto então tentou matar todos os que estavam ali no jardim. No entanto, algo incrível aconteceu e o corpo de Selene cobriu-se de chamas vermelhas e rosas. A energia tocou cada um dos membros da família. O poder dos Lazúli havia matado a única inocente capaz de gerar um poder ainda maior, capaz de destruir a energia maligna daquela família. A aura cobriu até o próprio Lion. Selene libertou o amado da maldição da Lazúli. As chamas vermelhas representando a destruição da tristeza mesclada com as chamas rosas representando a serenidade daquela gentil alma. A tristeza originou a esperança. É isso o que nos mantém forte. Somos capazes de tirar da tristeza uma faísca de luz e a partir dessa luz conseguimos destruir a própria tristeza.
    
    Um grupo da família Del Chiaro com os braços em chamas vermelhas e um grupo da família Lazúli com os braços cobertos por chamas azuis. Eles se enfrentam.


LANA: Os Del Chiaro se uniram e resolveram declarar guerra aos Lazúli. Eles viveriam para isso pelo resto de suas vidas. A primeira guerra foi sangrenta com muitas baixas dos dois lados. Os Del Chiaro e os Lazúli usaram seus poderes para treinar aliados, ensinando-os suas técnicas. Tudo passou de geração para geração, inclusive o ódio de uma família pela outra. Desde então os Del Chiaro decidiram que quando encontrassem membros da família Lazúli em qualquer parte do mundo, iriam matá-los. Eles lutariam contra a tristeza até dizimá-la por completo.


CENA 17 – EXT. FLORENCE BEACH - NOITE

Recuperação da cena 15. Lana e Harrison na praia.

HARRISON: Quer dizer que os Lazúli ainda estão soltos por aí?

LANA: Sim, mas em pequena quantidade. Eles continuam se alimentando da tristeza humana e entrando em nosso caminho. Estão atrás dele... Blue ou melhor... Lucas é herdeiro das duas famílias. Uma união proibida que foi tirada dos dois lados e perdida no mundo

HARRISON: O que vai acontecer a ele?

LANA: Eu não sei. O meu mestre morreu. Damian era irmão da mãe do Lucas. Ele me incluiu em uma missão para protegê-lo, mas eu não sei o que devo fazer.

   Lana olha para o vazio, preocupada.

LANA: Os Del Chiaro ordenaram que ele deve ser morto. Os Lazúli estão a procura dele para consumir seu poder oculto e se já o encontraram, devem estar armando alguma coisa.

HARRISON: E o que você acha que podemos fazer agora?

LANA: Podemos? Acha mesmo que eu vou incluir você nisso?

HARRISON: Se não vai me incluir, por que me trouxe aqui?

LANA: Pensei que você não fosse acreditar em uma só palavra do que eu disse. Só te chamei pra arrancar informações necessárias.

HARRISON: Como eu não acreditaria depois de você me apontar um canivete pegando fogo? E eu sei de muita coisa...

      Harrison se lembra da conversa com Paris.

[FLASHBACK IN]

PARIS: Lucas Morrison é o seu nome. Todo mundo chama ele de Luke, mas ele não chama por ninguém. De santo só tem a cara, viu? Mais da metade da escola o odeia.
    Harrison se surpreende e sorri.
HARRISON: Engraçado.
PARIS: Não tem nada de engraçado com ele. É sério. Só pra você ter noção, o Lucas não faz trabalho em equipe. Da última vez que um professor tentou forçá-lo, ele quebrou uma mesa com a mão.
[FLASHBACK OUT]


HARRISON: O Lucas não merece isso...

LANA: O quê?

HARRISON: Sofrer mais. Ele já amou duas vezes... Dois rapazes e ambos se suicidaram. Ele se afastou de tudo e todos e agora anda por aí amargurado.

    Lana olha minuciosamente para Harrison.

LANA: Suicídio? Muito estranho. Isso confirma as minhas suspeitas. Os Lazúli estão em ação.

HARRISON: Como assim? Você acha que eles estão por aqui esse tempo todo atormentando a vida do Lucas?

    Lana faz que sim com a cabeça.

LANA: Agora me fala... Se você não é namorado dele, o que você é? Eu sei que você o beijou.

HARRISON: Eu não sei o que eu sou pra ele. Eu não sei o que ele significa pra mim. Essa sensação é esquisita. Eu o beijei e eu não consigo explicar.

LANA: Ele gosta de você?

HARRISON: Não. Nós nos conhecemos não tem nem três dias.

LANA: Se ele sentir algo por você... Saiba que você será o próximo.

HARRISON: O próximo?

LANA: Se eu estiver certa, os Lazúli vão acabar com você da mesma forma que fizeram com os outros dois garotos que ele amava. Eles querem despertar o lado mais triste e obscuro do Lucas, nem que pra isso tenham que matar as pessoas que ele ama.

HARRISON: Mas...

LANA: Isso se você tiver vínculos com o Lucas. Quer viver assim? Quer entrar nessa história e colocar sua vida em risco?

HARRISON: Eu só quero lutar por ele. Não sei o que fazer pra te ajudar, mas não vou sair da vida do Luke, agora.

LANA: Não tenho ninguém ao meu lado por enquanto. Eu estou perdida. Consigo entender os seus sentimentos. Você tá perdido, Harrison. Vai estar mais perdido ainda caso se envolva numa guerra assim.

HARRISON: Já disse o que eu tinha pra dizer. É a minha visão das coisas.

LANA: O mais engraçado é que a sua presença e o seu beijo modificou a energia dele. Você ainda conseguiu absorvê-la com um beijo. É mais perigoso do que eu pensei. Nem conheço você.

HARRISON: Mais um motivo pra eu não sair dessa história. Eu também não conheço você. Vou ficar e vou protegê-lo, sim.

LANA: Como pode querer lutar por alguém que você mesmo diz aparentar ser uma péssima pessoa?

HARRISON: Porque ele aparenta, mas não é uma má pessoa. Eu tenho os meus motivos. Ele é um ser humano e não merece passar por tanta dor.

    Lana para de andar.

LANA: Eu não vou te contrariar. (sorri) Você me forneceu muitas informações e está trabalhando no orfanato junto ao Lucas, o que é muito bom já que pode ficar de olho nele por lá. Só que não estamos lidando com crianças do orfanato. Os Lazúli não vão parar.

HARRISON: Pois é melhor que saibam que nós também não.

LANA: Está comigo, Harrison?

HARRISON: Você me procurou. Eu estou.

    Lana sorri.

[TELA PRETA]

[FIM DO EPISÓDIO]


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