segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

EVERYTHING WILL BE BLUE



   Após um ano de sumiço, eu estou retornando ao mundo da escrita com uma nova série virtual, a aguardada BLUE.
       O que falar sobre os antecedentes do processo de criação dessa gentil obra? Muita coisa. Voltamos ao ano de 2015.  Ah! O coloquei na lista dos melhores anos da minha vida. Ele me proporcionou um conhecimento musical bastante amplo e uma nova forma de ver o mundo e a internet. Fiz amigos, amores, tive perdas e construí uma história. Eu fiz música. Dediquei tempo demais ampliando meu gosto musical e o meu jeito de escrever canções.
  Hoje, estamos em um novo ano com novas alegrias, novas dores, novas cobranças e a minha insensata pressão sobre mim mesmo para fazer algo "dahora" pra vocês. Não sei se sou digno de ter meus textos acompanhados por pessoas tão maravilhosas que apostam suas fichas em mim, mas que são desapontadas de alguma forma porque a minha vida sempre encontra um jeito de aprontar, me impedindo de concluir o que começo. Tudo o que eu sei é que a escrita é o que me resta. É a minha verdade no mundo e hoje, eu quero transmiti-la com todas as minhas forças sem fazer parada alguma! Deixar todas as minhas inseguranças pra trás e manter o foco para não decepcionar mais ninguém. Significa que eu amadureci? Talvez, eu não sou desses, mas há algo diferente em mim e eu não consigo identificar apenas como amadurecimento. Estou com um olhar diferente. Um olhar feliz, um olhar azul cheio de melancolia e também, um olhar futurístico. Em suma, estou mais vivo do que nunca e ansioso demais para dar continuidade à única coisa que eu sei fazer de melhor na vida: dar vida... Escrever (e olhe lá! Eu sou um amador bastante burrinho).

A MÚSICA

     BLUE começou através da música. Eu possuo uma ligação muito forte com os sons, tão forte que eu sou meio surdo. Resolvi mesclar a música e a minha escrita e deixar que elas me guiassem. Quis tanto fazer algo que envolvesse 2016 com músicas que lembrassem décadas passadas e filmes clássicos. Ainda não tenho certeza de que consegui, mas entrei no caminho certo. A ajuda veio através de canções de Troye Sivan, Jaloo, Carly Rae Jepsen, Marina and the Diamonds, HAIM e outros artistas pouco conhecidos. Foi como se elas segurassem as minhas mãos e me fizesse digitar tudo o que queriam que eu digitasse. A música moldou a minha escrita e eu mergulhei de cabeça.
    
O AZUL

 A cor azul, minha favorita, representa muita coisa pra mim. Vai muito além do que apenas uma cor. O azul significa a minha alma, quem eu sou por dentro... O verdadeiro Raul. Sem pensar duas vezes, eu derramei azul por todo o papel e voltei a sorrir. Tudo fica melhor quando eu me torno essa cor e quando eu a derramo em cada palavra como se fosse a minha alma se entregando à escrita. Foi o Azul que me trouxe de volta pra cada um de vocês. Ele, a música e a escrita me guiaram por todo o caminho de volta e me fizeram vibrar. SIM! EU ESTOU DE VOLTA. Eu poderia ter feito muita coisa ruim, eu poderia ter abandonado o barco, mas eu decidi continuar e erguer a cabeça. Tô aqui.
     

A TRISTEZA

Tristeza sempre estará presa em mim de alguma forma, pois eu sou nostálgico e pessoas assim se ferem com o passado, o presente e, por mais incrível que pareça, com o futuro. Eu não tenho ideias quando estou triste e eu só penso em não ter ideias nunca mais na vida. Mas nos últimos meses eu estive pensando muito a respeito da tristeza. Ela é opcional e mesmo com um coraçãozinho nostálgico, eu posso ser forte o suficiente pra fazer com que a felicidade predomine sobre todos os meus sentimentos. Me tornei forte para escrever sobre tristeza e não deixar que ela destrua as minhas ideias, mas me dê motivos para sonhar mais alto. 
   Foi a vontade de rir do sofrimento que me empurrou. Eu dei o primeiro passo... Juntei todas as ideias que tive nos últimos cinco anos e decidi que escreveria um roteiro original inspirado na tristeza. Voltei a focar em histórias sobrenaturais, mas também voltei a ser mais delicado e paciente, deixando a realidade se intrometer um pouco. Estou aqui rindo... A tristeza quis tanto que eu brincasse com ela que eu resolvi transformá-la em uma bola e ela vai pra onde eu chutar. No momento eu quero muitos gols.

O INCRÍVEL MUNDO DE BLUE
    
    Não é a melhor coisa que já fiz na vida e está longe de ser uma inesquecível obra de arte, mas ela possui o seu diferencial. Com certeza possui mais intensidade que as outras. Ela é a história mais viva e azul que eu já fiz. 

  


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